"Sempre gostei de cozinhar. A primeira memória que tenho de mim na cozinha é com minha vó fazendo pães", diz a chef de cozinha Priscila Araújo. Priscila segue contando a sua primeira memória dizendo que a avó a incentivou. "Ela estava fazendo pão e me deu um pouco da massa. Eu sovei, sovei e fiz uns bonequinhos. Sovei tanto que a massa ficou preta, mas minha avó assou assim mesmo", lembra ela, dizendo que começou a cozinhar ainda muito pequena.
Priscila é a personagem do "As delícias que o Município nos reserva" de hoje. Além dos pães e cucas, a chef de cozinha se aperfeiçou na produção de panetones, que ela chama de 'Pane di Toni", mas essa história vamos conhecer ao longo do texto.
Há dois anos, Priscila começou a trabalhar profissionalmente como cozinheira. "A primeira vez que entrei numa cozinha industrial deu uma batidinha diferente no coração, e tive certeza que era aquilo que eu queria", destaca a chef de cozinha, lembrando que, na época, seus amigos chegaram a questionar se ela aguentaria o "forno" que é trabalhar numa cozinha. "Mas é realmente o que eu gosto", salientou.
Este ano, além de trabalhar como cozinheira profissional, Priscila, que é formada em Artes, decidiu que estava na hora de abrir seu próprio negócio. Assim surgiu a "Eu que fiz", uma produção caseira de cucas, pães e panetones. Aliando a sua paixão pela cozinha com a sua formação universitária, além de produzir pães, ela faz embalagens artísticas que agregam mais beleza e delicadeza à sua deliciosa produção artesanal.
Priscila conta que iniciou a sua produção com a receita de uma cuca alemã, que era de sua avó. "Decidi aprimorar e encontrei uma receita de cuca alemã de um padeiro de São Paulo, que ficou ótima", conta Priscila, que depois começou a pesquisar também receitas de pães. Ela dividiu com a equipe do jornal Agora a receita de cuca da sua avó.
A chef começou a comercializar sua produção entre amigos e, com a divulgação boca a boca, acabou sendo descoberta por um armazém especializado em produtos caseiros. "Eles gostaram do produto e das embalagens e passaram a solicitar pães diversificados". Para atender a demanda, Priscila pesquisou receitas de pães sem glúten e sem lactose, e passou a produzi-los também.
Com a chegada das festas de final de ano, nada mais natural que ela também começasse a produzir panetones artesanais, e lá foi Priscila pesquisar receitas desse alimento tradicional da época de Natal. "Pesquisei um monte de receitas, acabei achando uma, mas tive que adaptá-la ao clima do Rio Grande", destacou a cuidadosa chef, explicando ainda um dos cuidados que tem que tomar em relação à farinha, que faz muita diferença para quem trabalha com pães.
Além de pesquisar a receita, Priscila também quis saber o por quê do nome "Panetone", e entre as duas histórias que encontrou, escolheu a que tinha mais significado para essa época de festas de final de ano. "É a história de um padeiro que fazia esse tipo de pão artesanal para a filha, e passou a ser conhecido como Pane di Toni. Achei que era a história que tinha mais simbologia para essa época de Natal, que reúne as famílias", ressaltou ela, explicando o motivo dos seus panetones se chamarem "Pane di Toni".
A produção do Pane di Toni de Priscila tem em três versões, a tradicional (frutas cristalizadas e uvas passas), a de gotas de chocolate belga e a de cereja ao maraschino. Os Panes de Toni são entregues em lindas embalagens, próprias para essa época do ano. "Comecei a fazer os panetones agora, mas vou manter a produção o ano todo, porque acho que é uma judiaria essa história de comer panetone só no Natal", concluiu.
Quem quiser conferir a produção artesabal de pães, cucas e Panes di Toni da Priscila, basta acessar a fanpage "Eu que fiz" e fazer a encomenda.
Receita de cuca alemã
(Rende uma cuca de 1kg)
Ingredientes
- 250g de farinha
Priscila é a personagem do "As delícias que o Município nos reserva" de hoje. Além dos pães e cucas, a chef de cozinha se aperfeiçou na produção de panetones, que ela chama de 'Pane di Toni", mas essa história vamos conhecer ao longo do texto.
Há dois anos, Priscila começou a trabalhar profissionalmente como cozinheira. "A primeira vez que entrei numa cozinha industrial deu uma batidinha diferente no coração, e tive certeza que era aquilo que eu queria", destaca a chef de cozinha, lembrando que, na época, seus amigos chegaram a questionar se ela aguentaria o "forno" que é trabalhar numa cozinha. "Mas é realmente o que eu gosto", salientou.
Este ano, além de trabalhar como cozinheira profissional, Priscila, que é formada em Artes, decidiu que estava na hora de abrir seu próprio negócio. Assim surgiu a "Eu que fiz", uma produção caseira de cucas, pães e panetones. Aliando a sua paixão pela cozinha com a sua formação universitária, além de produzir pães, ela faz embalagens artísticas que agregam mais beleza e delicadeza à sua deliciosa produção artesanal.
Priscila conta que iniciou a sua produção com a receita de uma cuca alemã, que era de sua avó. "Decidi aprimorar e encontrei uma receita de cuca alemã de um padeiro de São Paulo, que ficou ótima", conta Priscila, que depois começou a pesquisar também receitas de pães. Ela dividiu com a equipe do jornal Agora a receita de cuca da sua avó.
A chef começou a comercializar sua produção entre amigos e, com a divulgação boca a boca, acabou sendo descoberta por um armazém especializado em produtos caseiros. "Eles gostaram do produto e das embalagens e passaram a solicitar pães diversificados". Para atender a demanda, Priscila pesquisou receitas de pães sem glúten e sem lactose, e passou a produzi-los também.
Com a chegada das festas de final de ano, nada mais natural que ela também começasse a produzir panetones artesanais, e lá foi Priscila pesquisar receitas desse alimento tradicional da época de Natal. "Pesquisei um monte de receitas, acabei achando uma, mas tive que adaptá-la ao clima do Rio Grande", destacou a cuidadosa chef, explicando ainda um dos cuidados que tem que tomar em relação à farinha, que faz muita diferença para quem trabalha com pães.
Além de pesquisar a receita, Priscila também quis saber o por quê do nome "Panetone", e entre as duas histórias que encontrou, escolheu a que tinha mais significado para essa época de festas de final de ano. "É a história de um padeiro que fazia esse tipo de pão artesanal para a filha, e passou a ser conhecido como Pane di Toni. Achei que era a história que tinha mais simbologia para essa época de Natal, que reúne as famílias", ressaltou ela, explicando o motivo dos seus panetones se chamarem "Pane di Toni".
A produção do Pane di Toni de Priscila tem em três versões, a tradicional (frutas cristalizadas e uvas passas), a de gotas de chocolate belga e a de cereja ao maraschino. Os Panes de Toni são entregues em lindas embalagens, próprias para essa época do ano. "Comecei a fazer os panetones agora, mas vou manter a produção o ano todo, porque acho que é uma judiaria essa história de comer panetone só no Natal", concluiu.
Quem quiser conferir a produção artesabal de pães, cucas e Panes di Toni da Priscila, basta acessar a fanpage "Eu que fiz" e fazer a encomenda.
Receita de cuca alemã
(Rende uma cuca de 1kg)
Ingredientes
- 250g de farinha
- 150 ml de leite
- 1 ovo
- 30 gr de manteiga sem sal
- 30g de açúcar
- 3g de sal
- 15g de fermento biológico
Modo de fazer
Misturar todos os ingredientes, quando a massa começar a rasgar, está no ponto e deve ser colocada na forma. Preparar uma farinha com 5 bananas picadas, canela e açúcar e colocar sobre a massa. Deixar a massa levedar, quando tiver dobrado de tamanho, está pronta para ir ao forno, na temperatura de 180°.
Publicado em 21/12/2014 no Jornal Agora
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