segunda-feira, 8 de outubro de 2012

Diversificando culturas agrícolas e espalhando conhecimento

 
 





Fazenda Terra Sonhada é nome da propriedade de 40 hectares em Guaratinga, onde o professor de história Charles da Silva Virgens realiza o plantio de pimenta do reino, café e eucalipto, concretizando o seu sonho de permanecer no campo e ao mesmo tempo aumentar a renda de sua família. "Sou filho de pequenos agricultores. Nasci e fui criado em Guaratinga. Conheço essa terra como ninguém, tinha vontade de permanecer aqui e de aumentar a produção rural, já tinha um pedaço de terra que era do meu pai, com o plantio de cacau", relatou Charles.

Há seis anos o produtor rural conseguiu comprar a área de 40 hectares, onde plantou 12 hectares de café, dois hectares de pimenta do reino e 16 hectares de eucalipto. "Já estou na sexta colheita do café, as duas primeiras entreguei como parte do pagamento da área, então posso dizer que minha mesmo, é a quarta", explica Charles.

Quando questionado sobre a opção das culturas a serem plantadas na área, explica que escolheu duas culturas de ciclo curto - café e pimenta – e uma de ciclo longo, o eucalipto. De acordo com Charles, o café e a pimenta representam a renda para a sobrevivência de sua família e o plantio de eucalipto representa a poupança. Além desta produção, o agricultor familiar ainda mantém a sua área de Reserva Legal, como determina a legislação e de cacau cabruca, numa outra propriedade que sempre pertenceu a sua família.

A produção de café, cerca de 600 sacas por ano, e de pimenta, são comercializadas no mercado regional e local, respectivamente. O eucalipto será entregue à Veracel Celulose, de acordo com as regras do Programa Produtor Florestal (PPF), do qual o produtor faz parte há pouco mais de 4 anos. "Como produtor florestal, a partir do 3º ano do plantio de eucalipto, tenho o direito de receber o valor referente a 3m³ de madeira por hectare como forma de adiantamento, mas deixo isso como um recurso para situações de emergência. Já pedi um adiantamento num ano em que o preço do café estava baixo", ressalta o produtor.

Charles trabalha sozinho das 5 da manhã até aproximadamente às 17h30 em sua pequena propriedade, e à noite, dá aulas de história para jovens e adultos, na escola municipal, como professor concursado. "A Veracel, por meio do Programa Produtor Florestal, me propiciou uma alternativa viável de retorno ao meio agrícola, historicamente tão esquecido, principalmente, quando se trata de pequenos agricultores", lembra o professor.

Texto publicado no publieditorial da Veracel Celulose (www.veracel.com.br) em 2012

Apicultura garante a permanência de família no campo

Com uma produção de 40 toneladas de mel por ano, o apicultor Eliés Valverde Silva, da Apis
A família Valverde, juntamente com mais 34 apicultores da Associação de Apicultores de Eunápolis, tem colaborado para que a região Extremo Sul da Bahia se torne destaque na produção de mel no estado. "A associação tem uma produção anual de cerca de 50 toneladas de mel por ano. Temos dois grande produtores e a os demais são pequenos produtores. A associação está crescendo. Meu maior interesse é ver o produtor trabalhar e, graças a Deus, isso tem melhorado a cada ano. ", comemorou o presidente da Associação de Apicultores de Eunápolis, Whashington Cardoso de Almeida, explicando ainda que a meta da associação é engajar cada vez mais pequenos produtores.
Segundo o engenheiro agrônomo Ediney de Oliveira Magalhães, do Centro Regional de Apicultura do Sul da Bahia, do Ministério da Agricultura e Abastecimento/Ceplac/Cepec, o crescimento da apicultura no extremo sul da Bahia deve-se a existência dos plantios de eucalipto e as parcerias como a firmada entre a Veracel Celulose S.A e os produtores locais, que autorizou a colocação de apiários em suas áreas. "Em menos de seis anos o Extremo Sul passou de uma produção inexpressiva para quase 350 toneladas de mel de alta qualidade. A apicultura é feita com um baixo investimento, mas o retorno é bastante compensador", destacou Magalhães, revelando ainda que a região Extremo Sul tem o potencial, por baixo, de atingir a produção de 800 toneladas de mel por ano.
De acordo com o presidente da Associação de Apicultores de Eunápolis, 99,9% da produção de mel da região é de eucalipto. A associação possui 1660 caixas coletoras, 650 destas da empresa Apis Valverde Indústria Brasileira, que tem uma coleta média anual de 61,5 litros de mel por caixa, quando a média nacional é de 25 a 30 litros. Isto é o que explica Leandra Silva, umas das oito sócias da empresa familiar, confirmando também a característica dos apicultores da região de formar empresas familiares.
Boa alternativa - De acordo com um estudo divulgado pela Comissão Executiva para o Plano da Lavoura Cacaueira (Ceplac), a apicultura é considerada uma das grandes opções para a agricultura familiar por proporcionar o aumento de renda, através da oportunidade de aproveitamento da potencialidade natural de meio ambiente e de sua capacidade produtiva.
"Apenas com 50 colméias habitadas e com o manejo adequado, famílias podem produzir 1.500 quilos de mel de eucalipto por ano, gerando uma renda bruta estimada em R$ 15 mil no varejo ou R$ 7 mil no atacado", revela Magalhães.
De acordo com o engenheiro agrônomo, muitas famílias da região vivem da atividade apícola, possibilitando, desta forma, o aumento da autoestima destas, por meio da geração de renda e de trabalho. "A apicultura é uma atividade familiar, ela é fixadora de mão-de-obra no campo", disse o engenheiro agrônomo.
Prova disso é a empresa Apis Valverde Indústria Brasileira, que conta com a participação dos filhos e da esposa de seu Eliés Valverde Silva. Eles são responsáveis desde a coleta do favo de mel no campo, o envasamento do produto, comercialização e até estudos de melhoramento genético para ampliar a produção.
De acordo com Eliés, a história da sua família como apicultores iniciou no ano de 2002, quando teve que reduzir seu gado de corte devido à proibição de manter os animais em áreas de preservação permanente. “Como não tinha pasto suficiente em minha propriedade, resolvi me desfazer do gado.
Um dia acordei e vi um enxame de abelhas na varanda da minha casa. Comecei a notar que estava aumentando a comunidade de abelhas e resolvi apostar na produção de mel para permanecer com a minha família na região”, conta. O apicultor conta que procurou a parceria com a Veracel para instalar as caixas coletoras, pois percebeu que as abelhas moravam em sua propriedade, mas buscavam o néctar nos eucaliptos plantados na região. “Começamos a fazer o teste com duas caixas coletoras e hoje já são 650”, destaca.     
Apostando no potencial do mel de eucalipto, a família Valverde investiu em um curso sobre apicultura na Ceplac de Itabuna, na formação da associação e na construção de um entreposto para beneficiamento do produto. “A família entendeu a nossa necessidade e abraçou a causa e a Veracel abriu espaço para  nós. Não precisamos tirar nossa família do campo”, revelou o apicultor.
Comercialização – Com uma produção de 3.500 toneladas de mel, a Bahia é hoje, o quinto maior produtor do Brasil. Cinquenta por cento da produção nacional atende o mercado interno e a outra metade o externo, tendo a Alemanha e os Estados Unidos como maiores compradores.
Para atender o mercado, os produtores precisam obter o certificado SIF (Serviço de Inspeção Federal) ou do SIE (Serviço de Inspeção Estadual) é o que garante a liberação da comercialização do produto mel e de seus derivados, garantindo um produto de qualidade ao consumidor e da venda de forma legal, dentro das normas do Ministério da Agricultura.
De acordo com o Washington Luiz Cardoso de Almeida, presidente da Associação de Apicultores de Eunápolis, apenas dois produtores locais possuem a certificação, pois a entidade ainda aguarda a conclusão das obras do entreposto, de acordo com a normas do Ministério da Agricultura, para o beneficiamento de forma adequada do mel, o que garantirá a certificação. Ampliando o potencial econômico da apicultura na região."A associação já tem todo o equipamento necessário para o entreposto municipal", revelou Almeida.
Valverde Indústria Brasileira, de Eunápolis (BA), recebeu, em 2009, Prêmio Destaque do Agronegócio da Bahia. O prêmio tem o objetivo de contribuir para o aprimoramento das atividades agropecuárias, reconhecer o esforço e a importância do segmento de agronegócios baiano para a economia, o combate das desigualdades sociais e criação de empregos, mediante o reconhecimento e a premiação dos agricultores, pecuaristas e profissionais do setor.

Produtores florestais buscam adequar suas propriedades dentro dos pilares da sustentabilidade




A busca pela certificação como prova de que já atendem ao tripé ambientalmente correto, socialmente justo e economicamente viável uniu dez dos 104 produtores rurais do Programa Produtores Florestais (PPF) da Veracel. Os dez, numa iniciativa pioneira no Brasil, buscam a certificação FSC e Cerflor para o grupo.
“É um trabalho em equipe. Para a certificação eles precisam se adequar aos requisitos exigidos pelas normas, que visam atender ao tripé ambiental, social e econômico” explicou a consultora externa Renata Barini, da empresa Novitah. Revelando ainda que se algum produtor do grupo deixar de atender às exigências das certificações, automaticamente o grupo todo perde o certificado.

Renata Barini fez uma consultoria para as dez propriedades que estão buscando a certificação e vistoriando se a parte ambiental está sendo cumprida, dentre elas, a preservação das reservas legais e áreas de proteção permanente (APPs), além de verificar se toda a documentação da propriedade está  de acordo com o que a legislação exige. A questão social também é cuidadosamente fiscalizada, todos os trabalhadores das propriedades têm que estar recebendo salários, serem devidamente registrados como exige a legislação trabalhista e trabalharem com os Equipamentos de Proteção Individual (EPI) indicados para as sua atividade.
Voltando da lida no campo para almoçar em casa, o vaqueiro Antonio Ferreira Carvalho, que há 22 anos trabalha na Fazenda Genebra,  em Belmonte, está feliz com o porte de EPI’s. De caneleira, capacete e botina, o trabalhador diz que seu trabalho ficou mais ágil quando está protegido com o equipamento de segurança. “Quando uso o equipamento fica mais fácil, me sinto mais seguro”, avalia o vaqueiro.
As condições de moradia dos trabalhadores também são avaliadas pelos certificadores. Todas as casas da propriedade têm que ter água potável e banheiro com condições mínimas de higiene. As condições de saúde e educação também são fiscalizadas. Na fazenda Genebra as crianças e adultos estudam em uma escola que fica dentro da propriedade. “Sempre trabalhei com educação. Há quatro  anos vim para cá com meu marido. Ele trabalha no campo e eu continuo dando aula. Nossa vida melhorou”, conta a professora Eliane da Conceição Carneiro.
Eliane atende a educação infantil pela manhã e de jovens e adultos à noite. Morando e trabalhando na fazenda, ela tem mais tempo para cuidar da filha, que também é sua aluna na Escola da Fazenda Genebra. 
Para o capataz Argolo Amorim, funcionário há 30 anos da propriedade, a certificação está trazendo algumas novidades, como a coleta seletiva de lixo. “Estou morando sozinho aqui. É muito tranqüilo morar aqui, trabalhamos com segurança e está melhorando cada vez mais”, diz o trabalhador que está aprendendo a fazer a coleta seletiva.
De acordo com o assistente florestal da Veracel, Ranieri Ornelas, a busca da certificação das propriedades tem o objetivo de fortalecer ainda mais a parceria Veracel/Produtores Rurais. “A certificação é voluntária, não é uma exigência do contrato de PPF, mas com certeza é um diferencial a mais para o mercado”, destaca Ornelas.
Para o produtor rural Helder Elias, proprietário da Fazenda Genebra, a certificação vem contribuindo para que eles busquem adequar a propriedade dentro dos três pilares da sustentabilidade (ambiental, social e econômico). “Para mim é um benefício moral e de consciência e respeito com as pessoas que trabalham aqui na fazenda. O mercado está exigindo cada vez mais”, avaliou Elias.
De acordo com a consultora Renata Barini, os dez produtores estão buscando as certificações florestais SFC (internacional) e a Cerflor (nacional), as duas de grande reconhecimento internacional.
“O mercado está exigindo cada vez mais a origem do material que consome. Tem que provar que não é proveniente de mão de obra escrava ou infantil e que atendeu a todas as exigências da legislação ambiental na sua produção. A certificação agrega valores ao produto e representa uma melhora  continua nas questões sociais e ambientais”, concluiu a consultora.
Programa Produtor Florestal - Hoje, a Veracel Celulose possui 135 contratos dentro do Programa Produtor Florestal (PPF), com 104 produtores florestais. Todos estes produtores já atendem as  mesmas exigencias legais e ambientais exigidas da Veracel, mas um grupo deles agora busca a certificação para agregar mais valor ao seu produto e como prova que já trabalham de forma sustentável.
A Veracel monitora o cumprimento das exigências legais, ambientais, fiscais e trabalhistas. Outro cuidado ambiental cumprido rigorosamente pela empresa é o veto de uso de propriedades que sofreram supressão de Mata Atlântica a partir de 1993, nem localizadas em áreas de assentamento. Um levantamento técnico permite identificar as terras que possuíam cobertura vegetal nessa época e garante legalidade às áreas onde são feitos os plantios comerciais de eucalipto dentro do Programa Produtor Florestal da Veracel.
Por meio do PPF, a Veracel garante a transferência integral de tecnologia, fornece assistência técnica e a garantia de compra do produto. Por contrato, 3% de toda madeira produzida não precisa ser vendida para a empresa.
O produtor florestal pode usar ou vender no mercado conforme sua conveniência. A primeira colheita e aquisição da madeira de produtores florestais será feita a partir de 2010, desde que o processo produtivo esteja devidamente licenciado pelos órgãos ambientais competentes.



Texto divulgado no publieditorial da Veracel Celulose em 2010

 

 



Diálogo e interação com as comunidades

Tradição e Cultura – Buscando incentivar a preservação das tradições indígenas e ampliar o relacionamento com as comunidades de sua área de atuação, a Veracel Celulose apoiou a realização dos jogos indígenas de Coroa Vermelha (município de Santa Cruz Cabrália) e de Porto Seguro e lançou o programa Ação e Cidadania.

Há oito anos a Veracel apoia a realização dos jogos indígenas de Coroa Vermelha. Esse ano, ampliando a participação em outras realizações tradicionais das comunidades indígenas, a empresa está apoiando também a realização dos jogos indígenas de Porto Seguro. O objetivo é incentivar a preservação e resgate da cultura destas comunidades tradicionais.

Competições, palestras, comidas típicas, desfiles e exposições são atrações garantidas todos os anos, nos dois municípios sede, contando com a participação das aldeias da região e convidados especiais de outras aldeias brasileiras. Turistas, moradores e indígenas confraternizam nas atividades, promovendo uma festa colorida e um rico intercâmbio cultural.

Ação e Cidadania - Com o objetivo de fortalecer os canais de comunicação entre a empresa e as comunidades onde atua, a Veracel lançou no final do mês de março, o programa Ação e Cidadania. Além de atender uma condicionante da Licença de Operações Florestais, na qual a empresa deve apresentar suas operações antes de iniciar as atividades, a Veracel ampliou o escopo de apresentação e firmou parcerias com instituições para levar informação e conhecimento.

A primeira ação foi realizada na comunidade rural de Santa Rita, município de Itabela, onde cerca de 40 pessoas assistiram palestras sobre segurança, saúde e as operações da empresa. No dia 9, os alunos da Escola Lindos Pássaros, também na comunidade rural, foram beneficiados com uma ação de Educação Ambiental, passando uma manhã diferente e educativa na companhia dos educadores do Programa de Educação Ambiental da Veracel (PEAV). Com palavras como sorriso, criatividade, brincar, felicidade, divertimento e coletividade, os alunos e professores avaliaram a atividade de educação ambiental.


No dia 20, a comunidade de Monte Pascoal, também no município de Itabela, foi a nova beneficiada com o Ação e Cidadania. O evento aconteceu no Colégio Municipal Manoel Ribeiro Carneiro, e de acordo com o seu diretor, Nivaldo Santos de Almeida, estas ações servem para enriquecer o aprendizado dos alunos e de toda a comunidade. “Estas ações são de fundamental importância para todos. Além de informar os moradores sobre diversas temáticas, elas ainda dão suporte para os professores trabalharem seus conteúdos durante todo ano. Isso é bom para a empresa, para alunos e para toda a comunidade”, afirmou Almeida.


Além de palestras de orientação, o evento em Monte Pascoal também possibilitou a passagem do programa Cozinha Brasil pelo distrito. E durante uma semana, cerca 120 moradores de diversas idades frequentaram o trailer do programa no pátio da Escola Municipal Prof.ª Emilia Monteiro Rodrigues, que distribuídos em três turmas, receberam orientações sobre as melhores práticas de alimentação saudável.


Em Monte Pascoal, a iniciativa promovida pela Veracel Celulose contou com as parcerias da Policia Militar, da Policia Rodoviária Federal e da Agência Estadual de Defesa Agropecuária da Bahia (ADAB). Pelo Cozinha Brasil, também marcaram presença, o Serviço Social da Industria (Sesi), a Associação dos Produtores de Eucalipto do Extremo Sul da Bahia (ASPEX), a Brasilgás e a Prefeitura Municipal de Itabela, além de diversas pessoas da própria comunidade que apoiaram a realização do evento.

Duvulgado no publieditorial da Veracel Celulose (www.veracel.com.br) em Abril de 2011

Tecendo alternativas melhores para a comunidade

Crochê, Ponto Cruz, Ponto Cheio, Costura, Vagonite, Bordado de Fitas. Esse emaranhado de linhas, fitas e cordas uniu 25 mulheres do distrito de Barrolândia, município de Belmonte, num único objetivo: conquistar uma fonte de renda para as famílias locais.


"Fizemos uma pesquisa e descobrimos que havia falta de opção de trabalho para as mulheres na nossa comunidade. Descobrimos também que muitas já realizavam atividades manuais em casa”, explicou Almira Nascimento Silva, da Rede Social de Barrolândia, que faz parte do projeto Redes Sociais da Veracel Celulose.

A Oficina de Bordados surgiu após um diagnóstico local feito pelos integrantes da Rede Social, formada por funcionários públicos, comerciantes, estudantes universitários, todos integrantes da comunidade local. A ideia da oficina de bordados foi da própria comunidade. A Veracel contribuiu para a organização das mulheres em associação, a capacitação em costura e bordados, a doação de máquinas, móveis e o capital inicial para a compra de matéria prima. “Oferecemos todas as ações necessárias para que as mulheres se capacitassem e pudessem se tornar autossuficientes neste projeto de geração de renda”, explicou Izabel Bianchi, especialista de Responsabilidade Social da Veracel.

“Espero que essa oficina dê certo que vá em frente. Eu já trabalhava em casa, mas juntas temos mais oportunidade de comercializar o nosso produto”, disse a bordadeira Maria Tereza da Silva, que mora há três anos na comunidade.

“Eu estava desempregada, fazia bicos de crochê simples em casa. Com a capacitação e a formação da associação vi a oportunidade de trabalhar, me distrair e aprender mais”, disse Maria Hilda de Souza Santos.

Nativa de Barrolândia, a bordadeira Vera Lúcia Santos Souares espera mais que uma fonte de renda com a concretização da Oficina. “Sempre gostei de trabalhar com artesanato, e vi nesta iniciativa uma oportunidade de fazer algo melhor por toda a comunidade”, concluiu Vera.


Redes Sociais
As Redes Sociais foram criadas em localidades da área de abrangência da Veracel para estreitar o relacionamento e o diálogo entre a empresa e comunidades locais. Seu objetivo é buscar melhorias sociais e econômicas, com foco no desenvolvimento de pessoas e identificação das potencialidades locais para a implantação de ações de geração de renda. Existem sete redes ativas, oito projetos elaborados e seis em execução.


Também precisamos preservar os ambientes costeiros e marinho

Qual é o ecossistema de maior produtividade do planeta? Quais espécies de tartarugas mais frequentam a costa do Extremo Sul da Bahia?
Quantas espécies de corais são registradas nos recifes brasileiros? Qual é o mamífero marinho que ocorre em todos os oceanos do mundo?
Qual a importância do ambiente marinho para a preservação ambiental e qual sua ligação com a Mata Atlântica?

Essas e outras questões sobre o ambiente marinho podem ser esclarecidas durante uma visita à exposição “Se eu fosse uma floresta”, no Terminal Marítimo de Belmonte (TMB), no município de Belmonte (BA), a 690 quilômetros de Salvador.

Com réplicas de baleias-jubarte, tartarugas e corais, entre outras espécies, a exposição permite uma reflexão sobre a relação entre os diversos elementos que interagem nos ambientes marinho e costeiro, buscando sensibilizar os visitantes para que se sintam parte integrante da natureza.


Arte aliada à preservação ambiental

Para a coordenadora do Programa de Educação Ambiental da Veracel (PEAV), Virgínia Camargos, a exposição “Se eu fosse uma floresta” alia arte e educação na conscientização das pessoas. O objetivo é, por meio da arte, despertar nas pessoas o amor pelo meio ambiente.
“Nós só cuidamos daquilo que amamos, então, com certeza, vamos preservá-lo”, analisa Camargos.
A exposição está montada no Centro de Visitantes do Terminal Marítimo de Belmonte (TMB).


TMB e o compromisso com o meio ambiente

No terminal é escoada a produção da Veracel Celulose até o Portocel, no Espírito Santo. Por estar inserido em um ambiente costeiro e marinho de grande importância ambiental, são desenvolvidos dois projetos de monitoramento ambiental: o de desova de tartarugas marinhas, em parceria com o Projeto Amiga Tartaruga (PAT – Ecosmar), e o de monitoramento de cetáceos na rota da barcaça, em parceria com o Instituto Baleia Jubarte (IBJ).

Desde 2010, o Programa de Educação Ambiental desenvolve atividades no TMB voltadas a cerca de 300 professores do município de Belmonte.

“Com a exposição, estamos comemorando o Ano Internacional das Florestas, decretado pela ONU. A 1ª etapa, realizada na RPPN Estação Veracel, abordou o bioma Mata Atlântica. Com a etapa no TMB, queremos destacar a importância do ambiente costeiro e marinho na preservação ambiental”, explica o diretor de Operações da Veracel, Ari Medeiros.


Você sabia?

  • O mangue é um dos ecossistemas de maior produtividade do planeta?
    Base das cadeias alimentares aquáticas, o manguezal é um verdadeiro berçário de vida — de plantas e de diversos seres vivos, como larvas e adultos de peixes, caranguejos, aves e répteis —, onde o mar e o rio se encontram, trocando nutrientes essenciais à vida. É também uma das principais fontes de alimento para comunidades que vivem à beira-mar.

  • O nome científico da baleia-jubarte (Megaptera novaeangliae) refere-se a uma característica que a diferencia de outras baleias?
    De acordo com o Instituto Baleia Jubarte, essa espécie apresenta “grandes asas” — ou seja, nadadeiras peitorais extremamente longas, que podem chegar a 5 metros de comprimento, representando um terço do comprimento total do animal. Os adultos podem atingir até 16 metros e pesar 40 toneladas. Apesar do tamanho, são dóceis, curiosas e nadam suavemente.

  • Quais espécies de tartarugas marinhas são registradas na região do TMB?
    Segundo o PAT – Ecosmar, a espécie que mais desova na região é a tartaruga-de-pente (Eretmochelys imbricata), enquanto a mais rara registrada desovando na praia a 650 metros do píer foi a tartaruga-de-couro (Dermochelys coriacea). Todas as espécies encontradas estão ameaçadas de extinção, o que reforça a importância do monitoramento ambiental na área.


Exposição "Se eu fosse uma floresta"

A exposição está sendo promovida pela Veracel Celulose em comemoração ao Ano Internacional das Florestas.

A 1ª edição, realizada de maio a outubro, na Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN) Estação Veracel, recebeu mais de 2.600 visitantes.
A edição atual, no TMB, conta com o apoio da empresa Árvore da Vida, do IBJ, do PAT-Ecosmar, do Instituto Mãe Terra, do Projeto Coral Vivo e do Movimento de Defesa de Porto Seguro.


 
* Publicado no publieditorial da Veracel Celulose em setembro de 2011

Plantando sonhos e colhendo desenvolvimento

 

“Estou com 72 anos, sempre trabalhei no campo, desde os 10 anos. Durante 42 anos trabalhei na mesma propriedade. Aí os donos morreram e os filhos deles não quiseram que eu continuasse lá. Hoje sou aposentado, mas só estou conseguindo colocar as coisas na minha casa graças a esse projeto”, conta o agricultor João Cardoso de Deus, morador do distrito de União Baiana, município de Itagimirim, a 635 quilômetros de Salvador.

Seu João e a esposa, Valdelice Carlos da Silva, fazem parte das 76 famílias que estão sendo beneficiadas pelo projeto de agricultura familiar Roça do Povo, iniciado em 2008 em uma área de 80 hectares, cedida em regime de comodato pela Veracel Celulose à Associação dos Pequenos Proprietários Rurais de União Baiana. O projeto conta com a parceria da Prefeitura Municipal de Itagimirim, EBDA e Banco do Nordeste.

O projeto, proposto pela comunidade por meio das Redes Sociais da Veracel, começou com 54 famílias e hoje atende a 76. “Cerca de 320 pessoas estão sendo beneficiadas diretamente por esse projeto. Essa parceria entre a empresa e a associação fez com que mudassem muito as condições de vida na nossa comunidade. O projeto não gerou trabalho apenas para os agricultores, gerou para a comunidade em geral”, explicou o agricultor Adebal dos Santos Souza.

Segundo seu Adebal, cada agricultor contrata de 10 a 12 pessoas da comunidade na época da colheita da mandioca. “E organizamos a produção de modo que a casa de farinha nunca fique sem mandioca, portanto, tem trabalho direto”, disse.

“Eu trabalho na roça e minha esposa na casa de farinha”, complementa seu João. De acordo com dados da Associação dos Pequenos Proprietários Rurais de União Baiana, os agricultores do Roça do Povo já produziram 4.620 sacas de farinha, gerando uma renda de mais de R$ 254 mil para a comunidade.

“Nossa vida melhorou bastante. Só não trabalha quem não quer. Além do trabalho na roça, tem o transporte da mandioca, a produção da farinha, da goma e até a produção de biscoitos. Mudou muito, antes não tinha tantas opções de trabalho”, conta o também agricultor Sebastião Jesus dos Santos.

“Nós aproveitamos tudo da mandioca, não desperdiçamos nada. Eu faço os biscoitos e vendo tudo. Fiz 40 sacos ontem e não tenho mais nada. Agora quero ver se consigo ampliar o forno para dar conta da demanda”, relata Alessandra Avelino da Cruz, que, além de trabalhar na Casa de Farinha da Associação, produz biscoitos para aumentar a renda da família.

“Nossa comunidade melhorou 100%. Tem gente que não tinha nada dentro de casa e hoje, graças ao projeto, tem. Esse projeto é uma bênção nas nossas vidas”, conta a agricultora Telma da Cruz, irmã de Alessandra, ressaltando ainda que, além delas, mais dois irmãos estão trabalhando com a produção de mandioca dentro do Roça do Povo.

Para Renato Carneiro, gerente de Sustentabilidade da Veracel, a comunidade de União Baiana dá exemplo de união na busca de seus objetivos. “Até hoje, todas as conquistas foram graças à determinação e organização dessa comunidade, que hoje, mais uma vez, mostra que o trabalho coletivo vale a pena. Exemplo disso é a conquista da nova reforma da casa de farinha e a participação do projeto na final do prêmio Servidor Cidadão, do governo do estado. Desde o início, apoiamos e não poderíamos deixar de apoiar esse tipo de projeto, que só traz benefícios e autonomia para essa comunidade”, destacou Carneiro.

O Servidor Cidadão premia ações de cidadania realizadas voluntariamente por servidores públicos estaduais. Um dos voluntários do projeto Roça do Povo, o servidor público estadual Agnevaldo Cardoso Rodrigues, está concorrendo ao prêmio. “Estou concorrendo como servidor, e a comunidade com o projeto. Meu objetivo eu já alcancei, que era dar mais visibilidade ao Roça do Povo e à União Baiana. O principal resultado desse projeto nós já alcançamos: a melhora da expectativa de vida da nossa comunidade”, frisou Rodrigues.


Novas perspectivas

Reinaugurada em 2009, graças à parceria entre a Associação dos Pequenos Proprietários Rurais de União Baiana, a Veracel Celulose e a Prefeitura Municipal de Itagimirim, a Casa de Farinha de União Baiana está passando por uma nova reforma. “A produção de mandioca aumentou e a estrutura da casa não estava mais atendendo à demanda”, explicou a voluntária Luciene da Silva Souza.

Na época da reinauguração, foram implantados novos equipamentos. Com a reforma atual, a Casa de Farinha contará com novas instalações, como uma copa para os trabalhadores, depósito, forro de gesso, novo sistema hidráulico, coifas e revestimento de tijolos refratários no forno. “O revestimento do forno vai possibilitar economia de lenha. A ideia é tornar o projeto cada vez mais sustentável”, explica Agnevaldo.

“Tá ficando muito bonito. Não vejo a hora de voltarmos a trabalhar na Casa de Farinha. Aquilo lá é a alegria das nossas vidas”, destaca Alessandra. A previsão para o término da reforma é dezembro, e ela conta, mais uma vez, com a parceria da Associação de Pequenos Proprietários Rurais de União Baiana, da Prefeitura Municipal de Itagimirim e da Veracel.

Outra conquista da comunidade, através da associação, é o plantio de quatro hectares de eucalipto para atender à demanda de madeira da farinheira. As mudas foram cedidas pela Veracel, e os agricultores participaram de um Dia de Campo, quando foi realizado o plantio inicial de meio hectare e aprendidos os tratos culturais.


Publicado no publieditorial da Veracel Celulose (www.veracel.com.br) em novembro de 2011

Garantindo a Mata Atlântica para gerações futuras

Plantio de árvores conecta fragmentos de Mata Atlântica. Educação ambiental conecta pessoas.
Essa é a motivação que uniu 26 instituições, entre elas a Veracel Celulose, ao Programa Corredores Ecológicos.

De acordo com João Henriques, coordenador do Projeto Corredor Ecológico Monte Pascoal e Pau Brasil, desde o início do projeto já foram realizadas a proteção, com cercamento, de uma área de 64 hectares de mata nativa; a regeneração natural de outra área de 24 hectares; o reflorestamento intensivo – que consiste no plantio de mudas nativas – numa área de 20 hectares; e o enriquecimento de 12 hectares de propriedades de pequenos agricultores que trabalham no sistema agroflorestal.

As atividades de proteção ambiental são complementadas por iniciativas de Educação Ambiental, Oficinas de Agronegócios, Oficinas de Conscientização, além de cursos de produção de mudas nativas, coleta e beneficiamento de sementes.

O Programa Corredores Ecológicos busca conectar os grandes remanescentes de Mata Atlântica em toda a Bahia. No extremo sul do estado, dentro do programa, está sendo desenvolvido o Projeto Corredor Monte Pascoal/Pau Brasil, com o objetivo de conectar os Parques Nacionais Pau Brasil e Monte Pascoal, ambos no município de Porto Seguro, com áreas de 11.538 e 22.500 hectares de Mata Atlântica, respectivamente.


Conectando pessoas e preservando a Mata Atlântica
Em uma das atividades de educação ambiental desenvolvidas no distrito de Monte Pascoal, município de Itabela, Henriques explicou de forma simplificada, por meio de uma dinâmica com os 40 professores municipais participantes do evento, que os corredores ecológicos permitirão a conexão entre os remanescentes de Mata Atlântica ainda existentes na Bahia. Isso possibilitará que espécies da fauna circulem entre esses remanescentes, garantindo a sobrevivência não apenas delas, mas de todas as espécies que compõem a Mata Atlântica, inclusive os seres humanos, que também se beneficiam de sua existência.

“Amei tudo. Agora vou elaborar um projeto e adaptar tudo que aprendi para repassar aos meus 40 alunos”, disse a professora Núbia Lima, da Educação Infantil da Escola Emília Monteiro Rodrigues, distrito de Monte Pascoal, município de Itabela, tornando-se uma das multiplicadoras das ações de proteção ambiental.

De acordo com a bióloga Lígia Mendes, da Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN) Estação Veracel, é importante destacar que a Educação Ambiental traz conteúdos que podem ser explorados em todas as disciplinas escolares. “A Educação Ambiental é transdisciplinar e precisamos ir além do que costumamos enxergar”, reforçou Mendes. Preparar os professores para trabalhar esses conteúdos é fundamental nesse processo.

O Projeto Corredor Monte Pascoal–Pau Brasil conta com a participação das seguintes instituições:
Associação Comunitária Beneficente de Nova Caraíva – ASCBENC; Associação Coqueiro Alto dos Pequenos Proprietários de Terra da Região de Trancoso; Associação de Produção Mista do Projeto Vale Verde; Associação dos Nativos de Caraíva – ANAC; Associação dos Produtores Rurais do Entorno do Parque Nacional do Pau Brasil; Associação Flora Brasil; Conservação Internacional do Brasil – CI; Cooperativa de Reflorestadores de Mata Atlântica do Extremo Sul da Bahia – COOPLANTAR; Grupo Ambiental Natureza Bela; Instituto BioAtlântica – IBio; Instituto Sociocultural Brasil Chama África; Instituto Renascer de Itaporanga; Instituto Cidade – INCIDADE; Instituto Reciclar; Movimento de Defesa de Porto Seguro – MDPS; Parque Nacional Pau Brasil; Parque Nacional do Monte Pascoal; Refúgio de Vida Silvestre do Rio dos Frades; The Nature Conservancy; Veracel Celulose; SEMA; Companhia Independente de Polícia de Proteção Ambiental; ASCAE; APA Caraíva-Trancoso e CEPLAC.


Mais de 3 milhões de mudas nativas plantadas
Entre as atividades de preservação ambiental desenvolvidas pela Veracel Celulose, destacam-se, além do Programa de Educação Ambiental, o Programa Mata Atlântica (PMA), que já reflorestou uma área de 3,91 mil hectares com mudas de mais de 50 espécies de árvores nativas na região de sua área de atuação. Desses, 278 hectares ficam no Corredor Ecológico entre o Parque Nacional Pau-Brasil e o Parque Nacional Monte Pascoal, contribuindo para a meta de conexão entre essas duas unidades de conservação e atendendo às diretrizes do Pacto da Mata Atlântica.

Anualmente, são reflorestados, no mínimo, 400 hectares de Mata Atlântica por meio do PMA.

Publicado no publieditorial da Veracel Celulose (www.veracel.com.br) em outubro de 2011

RPPN Rio do Brasil: Mais que uma aventura na natureza, uma iniciativa de conservação ambiental

Por: Maria Eduarda Toralles - Casulo Comunicação 25/05/2022 - Para o site O Xarope Desde junho de 2021, há exato um ano, a Reserva Partic...