Um helicóptero modelo Robson 44, destinado a voos panorâmicos com turistas, caiu de aproximadamente três metros de altura e incendiou-se, na tarde de ontem, na orla norte de Porto Seguro (a 707 km de Salvador, no extremo sul). Três passageiros permaneceram no helicóptero no início do incêndio e foram resgatados com queimaduras por um ambulante e pelo marido de uma das passageiras. O aparelho era disponibilizado pela barraca Tô à Toa, para voos.
De acordo com o turista mineiro Juliano Medeiros, que estava a menos de 100 metros do acidente, o helicóptero tinha acabado de decolar quando começou a balançar (inclinar para os lados). O piloto retornou ao heliporto e desceu correndo da aeronave. Os passageiros Rubens Mota Fernandes, 46 anos, Letícia Dutra Ambrósio, 13, e Joelma Rosa de Oliveira, 27, ficaram presos na aeronave e foram resgatados pelo ambulante e pelo marido de Joelma.
Segundo Joelma, o piloto Juliano Rufino foi o primeiro a abandonar o helicóptero e não prestou socorro aos passageiros. “Na hora, eu só pensei que ia morrer. O piloto foi embora e deixou a gente lá dentro”, comentou, nervosa, a passageira.
O heliporto de onde decolou a aeronave fica ao lado da barraca, pertencente a Paulo Onishi. O acidente ocorrido ontem poderia ter tido proporções maiores, caso o piloto não tivesse conseguido retornar ao heliporto.
CORRERIA
“Eu vi que a aeronave começou a cair para o lado e desceu. Depois veio o fogo. Foi horrível, as pessoas ficaram presas. Aqui fora, todo mundo corria com medo de explosão”, contou uma vendedora que preferiu não se identificar. Depois que os passageiros foram resgatados, a aeronave queimou totalmente.
Até o final da tarde, as autoridades da Aeronáutica e da Polícia Civil, que estão apurando o caso, preferiram não se pronunciar. O piloto foi contatado por telefone, mas alegou não ter condições de falar sobre o acidente. Os feridos foram conduzidos ao Hospital Luís Eduardo Magalhães. Rubens sofreu traumatismo craniano leve e ficou em observação por 12 horas. Joelma teve uma queimadura no pé, foi medicada e liberada. Letícia teve escoriações leves, segundo o médico coordenador da emergência.
Representantes da Aeronáutica, que apuram o acidente e estiveram no local, não deram informações sobre o proprietário nem sobre a manutenção do aparelho. O dono da barraca não foi localizado para comentar o caso.
Jornal A Tarde - 08/01/08
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