Foi registrado um aumento de 33% nas desovas de tartarugas, em relação ao mesmo período do ano passado, de acordo com os resultados de monitoramentos de tartarugas marinhas na região de Belmonte, realizado pela parceria ONG PAT Ecosmar e Veracel Celulose S.A. De acordo com Paolo Botticelli, coordenador da organização não governamental, as desovas vêm aumentando nos últimos anos, inclusive com comemorados registros das raras tartaruga-de-couro (Dermochelys coriácea) e tartatuga-de-pente (Eretmochelys imbricata).
Esse ano, nasceram mais de 42.000 filhotes de tartaruga marinha nos 35 km de praia próximos ao Terminal Marítimo de Belmonte (TMB) – operação de escoamento da celulose produzida pela Veracel. Essa faixa de praia é monitorada diariamente pelo projeto. O relatório elaborado pela PAT Ecosmar revela que o aumento das desovas em relação à temporada passada se deve a dois fatores: a oscilação natural do número de matrizes e aos trabalhos de manejo e de proteção que possibilitaram a redução da predação humana das fêmeas de tartarugas marinhas.
O monitoramento de quelônios marinhos é realizado nessa região desde 1997. A partir de 2005, a Veracel firmou a parceria com a ONG, contribuindo para o resultado positivo alcançado na atual temporada. Foram registradas 413 desovas, superando a temporada 2007/2008, quando ocorreram 312 desovas.
No período de 2007/2008, registrou-se ainda 296 ocorrências reprodutivas no entorno do TMB. Segundo o coordenador da PAT Ecosmar, essa região é área de reprodução da tartaruga-de-pente (Eretmochelys imbricata), da tartaruga-de-papo-amarelo (Caretta caretta) e da tartaruga-oliva (Lepidochelys olivacea). Também foram registradas nove desovas da raríssima tartaruga gigante (Dermochelys coriacea). Em toda a costa brasileira, desovam a cada ano, de 3 a 6 fêmeas dessa espécie. Os ninhos encontrados na área de influência direta do terminal são transferidos, para garantir a segurança das tartaruguinhas.
Na temporada 2006/2007, foram registradas pela primeira vez duas ocorrências reprodutivas de tartaruga-verde (Chelonia mydas). Como resultado do trabalho de preservação e para a alegria dos ambientalistas envolvidos no projeto, na temporada 2007/2008, foram registradas mais ocorrências dessa espécie. Portanto, na área em questão, já foram monitorados ninhos de todas as cinco espécies de tartarugas marinhas encontradas no Brasil. Esse é um importante indicador de eficiência das metodologias preservacionistas adotadas.
O programa tem por objetivo monitorar as ocorrências reprodutivas e não-reprodutivas de quelônios marinhos nas áreas de influência do TMB, com atenção especial para ações que minimizem o efeito da iluminação artificial, da erosão costeira e das atividades industriais na área, conforme as condicionantes ambientais para funcionamento do terminal marítimo.
Gestão ambiental - O Projeto de monitoramento da desova de quelônios marinhos é um dos projetos de gestão ambiental nos quais a Veracel é parceira. Atender à legislação, possuindo todas as licenças ambientais necessárias às suas atividades florestais, industriais e de logística e atendendo suas condicionantes são compromissos fundamentais. No entanto, a empresa adotou para si a visão de ser referência em sustentabilidade, buscando ampliar sua contribuição para além do cumprimento legal. Essa é a diretriz que legitima a iniciativa de se manter um hectare ambientalmente protegido para cada hectare de plantio de eucalipto.
Hoje, a Veracel possui 104 mil hectares de áreas protegidas, entre as quais a Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN) Estação Veracel, com 6 mil hectares. Além de mais cinco áreas identificadas como de alto valor de conservação, que somam mais de 3 mil hectares a esse importante acervo natural que é o bioma Mata Atlântica. Junta-se a essas iniciativas o Programa Mata Atlântica, desenvolvido desde 1994, com o objetivo de aumentar a diversidade biológica de seus projetos florestais. Com esse programa, são revegetadas a média de 500 hectares por ano com mudas de espécies nativas da região. Até 2008, foram recuperados e enriquecidos 3.104 hectares de mata nativa.
Para garantir que a comunidade também cuide desse patrimônio natural, a educação ambiental tem um papel fundamental, que demanda a dedicação de técnicos e consultorias para envolver vizinhos, empresas parceiras e a comunidade em geral na luta pela preservação. Em 2009, procurando fortalecer ainda mais o compromisso com o meio ambiente, a Veracel se tornou signatária do Pacto da Mata Atlântica, uma proposta, de mais de 50 organizações ambientalistas, indivíduos, empresas e poder público, cujo objetivo é reverter o quadro de risco de extinção da Mata Atlântica.
Este blog foi criado para apresentar alguns dos meus trabalhos no Rio Grande do Sul e na Bahia
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